Cuidados Intensivos
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Albumina
Entre os produtos da Baxter para cuidados intensivos encontra-se a albumina, que se utiliza primordialmente como uma terapêutica de substituição de volume plasmático no tratamento de Hipovolemia, Hipoalbuminemia, Queimaduras, Síndrome Respiratório Agudo, Nefrite, Cirurgia de Bypass Cardiopulmonar e Doença Hemolítica do Recém-Nascido.
A albumina humana é uma proteína essencial que se encontra nos humanos e corresponde a cerca de 50-60% das proteínas plasmáticas1. Cada molécula é composta por três unidades ou domínios, os quais funcionam juntos para dar à albumina as suas propriedades únicas de união3. A albumina é o agente primário responsável por manter a pressão osmótica do sangue, e de transportar os ácidos gordos, hormonas, enzimas e medicamentos2.
A albumina é sobretudo responsável por 75-80% da pressão oncótica coloidal do plasma normal1. A suplementação de albumina restaura o volume e mantém o gasto cardíaco e a pressão oncótica coloidal. Quando o volume plasmático reduz de maneira drástica, a albumina pode ajudar a restaurar essa perda1.
Hipovolemia
A albumina pode ser indicada em casos de hipovolemia. A sua eficácia na reversão da hipovolemia depende, em grande parte, da sua capacidade para atrair o fluido intersticial para a circulação. É mais eficaz em pacientes bem hidratados.
Quando a hipovolemia se prolonga e a hipoalbuminemia existe acompanhada por uma hidratação adequada ou edema, a albumina a 20% é preferível às soluções de proteínas a 5%. No entanto, se não existir uma hidratação adequada ou excessiva, deve-se usar as soluções de proteínas a 5% ou deve-se diluir uma albumina a 20% com um cristaloide.
Apesar de as soluções cristalóides e os substitutos de plasma que contêm colóides puderem ser usadas no tratamento de emergência do choque, a albumina tem uma vida média prolongada. Quando o défice de volume sanguíneo é o resultado de uma hemorragia, é necessário administrar células vermelhas compatíveis, assim que possível4.
Hipoalbuminemia
Algumas das possíveis causas da hipoalbuminemia são:
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Produção inadequada (desnutrição, feridas maiores, infecções, etc.)
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Catabolismo excessivo (queimaduras, feridas graves, pancreatite, etc.)
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Perdas do corpo (hemorragias, excreção renal excessiva, exsudados de queimaduras, etc.)
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Redistribuição dentro do corpo (cirurgia maior, condições inflamatórias várias, etc.)
Quando o défice de albumina é o resultado de uma perda excessiva de proteínas, o efeito de administração de albumina será temporário até que a causa original seja revertida. Na maioria dos casos, o aumento numa substituição nutricional de aminoácidos e/ou proteínas, simultaneamente com o tratamento da causa original, restaurará os níveis plasmáticos de albumina normais mais eficazmente do que as soluções de albumina.
Ocasionalmente, a hipoalbuminemia que acompanha feridas graves, infecções ou pancreatite, não se pode reverter rapidamente e os suplementos nutricionais podem falhar ao restaurar os níveis séricos de albumina. Nestes casos, o soro da albumina humana pode ser um adjuvante terapêutico útil4.
Queimaduras
Não se estabeleceu um regime óptimo para o uso da albumina, electrólitos e fluidos no tratamento precoce das queimaduras, porém, em conjunto com uma terapêutica cristalóide adequada, a albumina pode ser indicada para o tratamento de défices oncóticos, uma vez passado o período inicial de 24 horas depois de queimaduras extensas, e para substituir a perda de proteínas que acompanha qualquer queimadura severa4.
Síndrome de Dificuldade Respiratória do Adulto (ARDS)
Uma característica do ARDS é um estado hipoproteinémico, o qual pode estar relacionado causalmente com o edema pulmonar intersticial. Apesar de existir incerteza em relação à indicação precisa da infusão de albumina nestes doentes, se existir uma sobrecarga pulmonar acompanhada de hipoalbuminemia, a solução de albumina a 20% pode ter um efeito terapêutico quando se utiliza com um diurético4.
Nefrite
A albumina pode ser útil para tratar o edema em pacientes com nefrite grave que estão a tomar esteróides e/ou diuréticos4.
Cirugia Cardiopulmonar de Bypass
A albumina foi recomendada antes de ou durante a cirurgia cardiopulmonar de bypass, apesar de não existirem dados claros que indiquem a sua vantagem sobre as soluções cristalóides4.
Doença Hemolítica do Recém-Nascido (HDN)
A albumina pode ser administrada na tentativa de unir e desintoxicar a bilirrubina não conjugada em crianças com HDN severa4.
Referências:
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Gonzalez ER, Kannewurf B. The clinical use of albumin. US Pharmacist. 1998;23:HS15-HS26.
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Peters T, Jr. The Plasma Proteins: Structure, Function, and Genetic Control. Academic Press; 1975;1(2):133-181.
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Doweiko JP, Nompleggi DJ. Role of albumin in human physiology and pathophysiology. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition. 1991;15:207-11.
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FLEXBUMIN Prescribing Information. Westlake Village, CA: Baxter Healthcare Corporation; February 2006.
